Que mal é este que me dilacera o peito?
É a saudade…
Saudade do que exatamente?
Do que ficou para trás…
E o que é que ficou para trás e me é saudoso, assim, repentinamente, coisa que antes eu não estava sentindo?
É do “novo passado”, aquele que ainda habita seu coração e sua mente…
Que “novo passado” é esse?
É a sua lembrança mais nova, essa da viagem…
Ah… Entendo… Mas eu estou com saudade da viagem então?
Mais ou menos…
Como assim?
Mais saudade dos Irmãos, menos saudade da viagem…
Nossa… Agora assimilei… Mas ainda estou confuso: por qual razão esta saudade, que você diz, me dilacera?
É você quem deve dizer…
Mas eu estou perguntando para você, caralho!!!!
Certo… Vejamos: você viajou com os dois Poetas-Filósofos-Malditos, não foi?
Maldito é a puta que te pariu!!!
Foi um elogio…
Ah… Me desculpe… Sim!
Então é simples: você está sentindo falta deles…
Mas eu já sentia, normamente!
E você ainda acha que entende das coisas??? Você não estava com uma sensação de despedida?
Estou ainda… Mas agora ela parece ter ficado mais suportável…
Mas você é um idiota mesmo… Ela está diminuindo, ou está se transformando em algo mais?
Ahhhhh… Você é bom!!
Não, você que é meio lento…
Não força…
Você entendeu?
Sim… Mas isso não quer dizer que eu tenha assimilado…
Certo… Preste atenção: você os amava, e agora os ama mais, e não por eles terem te assediado, e vice-versa, mas sim por você estar mais conectado a eles do que nunca… Vocês são assim, Chiari… Amam mais sempre… Você sabe… E por adição, sua admiração por eles é tão grande, que mesmo que você tivesse que viver em São Thomé, ou, na versão menos complicada, no inferno, somente para estar próximo dos Sábios, tenho certeza que nós já estaríamos lá…
Assimilei… Mas afinal, quem é você?
Muito prazer, eu sou o seu “super-consciente”!